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O SEO Pode Matar O Marketing de Conteúdo?

Fazer qualquer crítica ao Search Engine Optimization ou ao Marketing de Conteúdo nos meios do Marketing Digital seria como fazer observações críticas a Jesus numa igreja evangélica – não dá pra ganhar muita audiência, pois ali todo mundo confia e espera ser salvo por ele, o SEO… digo o salvador.

Note que, ao começar este texto sobre Marketing Digital, eu faço o possível para encaixar os termos Marketing e Digital e reforçar o meu alvo de Marketing Digital no SEO para gerar mais leads – e isto pode ser um tanto cansativo para o leitor.

Trata-se de uma técnica oficialmente ultrapassada desde as mudanças que a Google fez em sua plataforma para entender contextos, mas ainda fortemente utilizada, e por que não dizer, ainda efetiva, infelizmente.

Se você chegou até este artigo e não é um especialista em SEO e nem em marketing, vale um resumo rápido e raso sobre isto:

  • Se você tem um site que depende de ser encontrado nas buscas da Google ou outros buscadores, precisa alinhar seu conteúdo, seus textos, frase por frase, de maneira que ao ser escaneado pelos robôs do buscador, seu texto pareça relevante o suficiente para ser mostrado, e colocado ao menos na primeira página de resultados.
  • Para atingir esta meta, também são utilizados métodos que alteram de maneira positiva o código de programação de sites e blogs, mas técnicas de “palavras-chave”, palavras relacionadas, tags de títulos e alterações muitas vezes pouco consistentes no conteúdo podem ainda ser essenciais.

É bem verdade que a própria Google vem tentando minimizar este impacto com as atualizações do Google Humming Bird e Google Panda, numa batalha constante para derrubar conteúdos “vazios” com foco apenas em palavras-chave, e privilegiar a experiência do leitor.

Contudo, quem trabalha no dia a dia da criação de conteúdo sabe que ainda há grande importância prática sim não apenas no reforço de palavras-chave, mas também na correlação direta entre outros termos citados em seu texto.

Isto precisa ser treinado por quem produz o tal conteúdo que vai rechear seu site, pois as boas práticas da escrita, tais como não repetir palavras excessivamente, precisam ser redefinidas, mas não abandonadas por completo.

Ações semelhantes, que visam reduzir bounces e aumentar o engajamento são operadas por quem cria conteúdos para Youtube e redes sociais, na aplicação excessiva de técnicas de copywriting clichê – e o problema é que funciona.

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Contudo, o que pouca gente atenta é que ao adaptarmos conteúdo pensando na Google ou em Search Enine Optimization em geral não estamos sendo nem um pouco inovadores nestas novas mídias.

Há muito tempo, as televisões e os jornais buscam adaptar seu conteúdo de acordo com os resultados do Ibope e outras empresas de pesquisas, otimizando da mesma maneira, a produção veiculada, para os números recebidos, muitas vezes minuto a minuto, pois tempo e engajamento é dinheiro também na TV.

O Marketing de Conteúdo Pode Estar Imitando Os Erros das Televisões e Jornais

Faz tempo, que as manchetes de jornais praticam o “clickbait” pendurados nas bancas de revistas – isto não foi inventado pelo Marketing Digital de baixo clero.

E esta simples indagação já nos traz ao meu ponto de reflexão: será que não estamos seguindo os passos das TVs guiadas pelo Ibope, justamente nos canais de que sempre nos orgulhamos de serem a opção inteligente a esta programação enlatada?

Ao meu ver, devemos também nos preocupar em dar alguma atenção em conteúdos menos populares nos motores de buscas, mas da mesma forma relevantes para o espectador, e buscar soluções para gerar interesse nesta audiência. Este conteúdo poderia ser “puxado” por artigos mais amigáveis ao SEO.

A qualidade da leitura de algumas postagens que tenho acessado e de alguns conteúdos em vídeo de Youtube a que tenho assistido está muito próxima ao que se via no programa do João Kleber, o rei do copywriting on the fly.

Search Engine Optimization e Search Engine Marketing são ferramentas importantíssimas, não porque sejam normas das boas prática da Internet, mas porque ajudam a conectar um conteúdo relevante de um bom blog ou site a um leitor ou espectador que a procura e busca algo de boa qualidade na maioria das vezes, gerando alguns dos melhores “matches” que seu negócio online pode ter.

E justiça seja feita, são muitos os criadores / operadores de Marketing de Conteúdo que conseguem manter a compostura e a qualidade de seu material, mesmo fazendo suas manobras para se ajustar às regras da mighty Google.

A própria Google tem como meta reduzir este impacto de forma proativa – mas ainda não consegue, e por consequência o estimula.

A Relação entre SEO e Inbound Marketing

Estamos em tempos de mudanças na área do marketing, mudanças fundamentais, a partir dos novos pontos de contato com os possíveis clientes e leads.

Uma das ferramentas mais efetivas neste novo ambiente é o cruzamento de Marketing de Conteúdo e Inbound Marketing, pois esta é uma estratégia de grande capilaridade e que privilegia cabeças pensantes enquanto evita abordagens agressivas ao cliente, quebrando a maioria das rejeições a uma relação com sia marca.

Este pacote, por si só, aponta para as boas respostas que esta estratégia pode gerar não apenas como uma ferramenta que guie o cliente pelo seu funil de vendas com um material cativante e hipnótico, mas como um produto de mídia auto sustentável.

Em resumo, se seguirmos os caminhos da nossa velha conhecida TV, conseguiremos boas vendas e uma absoluta bestificação dos seguidores e clientes ao estilo TikTokiano de ser, o que a longo prazo, tende a levar a boa audiência a voltar a desconfiar da Internet, como no começo do anos 2000.

Mas se tomarmos cuidado com o tom, e privilegiarmos o conteúdo mesmo às custas da perda de algumas posições na Google e Youtube (por exemplo), talvez tenhamos menos resultado imediato, e em contrapartida uma fidelização do cliente em um nível que lhe oferecerá um crescimento em camadas e camadas de novos que se juntam aos já fieis, que deve compensar toda esta atenção a longo prazo com solidez na audiência.

Me segue, vai! 😀

Mudanças, Mudanças

Mudanças no trabalho

Bem antes da época em que o Lulu cantava “nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia”, a humanidade já desconfiava de que nada, nem ninguém, poderia ser mesmo eterno – imagina então se falarmos em marketing e sua veia digital.

Já faz algum tempo, as empresas e os consultores em marketing finalmente descobriram que o mundo gira e chacoalha todos os dias, e ficaram extasiados com esta nova e emocionante descoberta.

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O tema mudanças já rendeu tantos contratos de consultoria em marketing e RH, que já tem consultor ganhando milhões para implantar pequenas mudanças de curso nas mudanças das mudanças que serão implantadas na mudança do mês seguinte.

Mas como, em excesso, até canja de galinha pode matar um sujeito engasgado com um osso atravessado na garganta, as mudanças mal planejadas e forçadas no planejamento de marketing de uma empresa também entram na categoria dos modismos prejudiciais à saúde empresarial.

Cursos Online sobre Marketing podem ajudar nas mudanças – gostou dessa?

É preciso lembrar que administração e marketing não fazem parte de nenhum Fashion Week , e neste caso as tendências nunca são obrigatórias.

Empresas com personalidade própria aliada à ousadia de movimentos que favoreçam suas próprias características já tiveram bem mais lucros do que aquelas que compram novas ideias como quem entra numa padaria buscando o pão mais novo.

Toda e qualquer ação implantada em uma empresa, seja ela no marketing, na administração, ou onde quer que seja, precisa de tempo para trazer resultados consistentes. E da forma como alguns administradores andam fazendo, muitas árvores estão sendo cortadas antes que se possam ver seus doces frutos pipocarem.

Muitas vezes, as únicas ações que permitem aos gênios do marketing manterem suas cabeças grudadas em seu pescoço empresarial, são aquelas de retorno rápido, que não enraízam, e não trazem benefícios duradouros à empresa. Como se diz em um daqueles sábios e práticos ditados americanos, “easy come, easy go” (o que vem fácil, vai fácil).

O pessoal do marketing, muitas vezes, tem sofrido pressões desproporcionais para que se mudem estratégias em tempo recorde, antes que cabeças comecem a rolar, ao menor sinal de que algo possa demorar um pouco mais que o esperado para trazer resultados.

Já estamos conectados por estas redes?

Mudança constante pode ser muito bom para se escreverem livros, fazerem palestras, e para conversa de botequim de CEO. Mas, na prática, é preciso enxergar muito mais do que alguns palmos à frente do nariz da empresa, no momento de se planejarem estratégias.

Mesmo em empresas, há tempo pra tudo. O sucesso geralmente vem da paciência para esperar que as sementes certas germinem.

Contudo, podemos entender como as coisas funcionam quando é preciso prestar contas a investidores.

Como O Blockchain Vai Mudar O Marketing Digital

Se você ainda está distante deste universo, e quer entender como os “blockchains” devem alterar o curso do marketing digital nos próximos anos, existem basicamente dois fundamentos a serem compreendidos antes de seguir com este artigo:

  • A tecnologia envolvida nos “blockchains” vai transferir a responsabilidade de guardar e garantir registros de documentos, antes confiadas a entidades centralizadas (ex.: cartórios ou governos). Agora, isto ficará em instâncias fragmentadas e garantidas por uma rede peer-to-peer de registros repetidos, numa lógica assemelhada a um “Torrent”, sobre a qual ninguém mais tem o controle total, o que leva a existir praticamente zero chance de que dados sejam falsificados ou alterados ilicitamente;
  • E que isto trará uma nova realidade para o uso da própria Internet, e também para o marketing digital – provavelmente, surgirá uma segunda Internet, uma nova rede que já começa a ser construída, com um novo tipo de browser e novas possibilidades.

Para quem vive o mundo do marketing digital por causa do hype, as más notícias são que tudo o que você sabe até então deve mudar.

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Os “blockchains” públicos ou privados impactarão na forma como pessoas comercializam online não apenas pela facilidade e independência de moedas digitais, mas elevando o grau de confiabilidade nos registros das identidades e reputações das pessoas envolvidas, abolindo a necessidade de segurança avançada no nível das transações, aposentando os logins, facilitando enormemente a criação de novos sites e sistemas de comércio e marketing inteligentes, cooperativos, e minimizando atravessadores.

Imagine um ebay cujas informações são controladas como em uma grande cooperativa, com regras inquebráveis gerenciadas por contratos “smart” de cláusulas que se executam por gatilhos de registros confiáveis, com históricos de vendedores e compradores não falsificáveis.

Redes sociais, por exemplo, deixariam de controlar seus dados e escolher o que você pode ou não postar, e passariam a ser meros hubs de troca de informações mantidas e dominadas por você mesmo e garantidas pela rede de blockchains.

Uma situação que deve impedir controles governamentais, censura e outras formas de controle de informação, e que por outro lado permitirá um sistema inviolável de identidade mundial – nem pense em anonimato.

Já estamos em contato pelas minhas redes?

Empresas de seguro e mesmo bancos podem manter estes mesmos contratos automatizados que podem ser acionados sem necessidade de uma análise, sem batalhas judiciais, tudo em um fluxo de registros confiáveis e “preto no branco”.

Aliado a isto, imagine que às redes de blockchain se conectem dados precisos sobre seus hábitos de compra e de uso, sua relação com objetos e eletrodomésticos à sua volta, a Internet das Coisas.

O marketing digital em uma realidade destas, que não está muito longe de invadir nossas rotinas, passa a ter novos desafios, tais como lidar com um fluxo de consumo completamente destravado e bastante ligado aos hábitos cotidianos.

Tenho plena consciência de que compreender todo o universo que vem em nossa direção por esta postagem curta de blog pode ser um tanto confuso para quem não tem sequer a noção do que são as redes de “blockchain”, termo que uso aqui com certa licença poética, visto que existem inúmeras variantes deste mesmo conceito, que já se aplicam.

E não tem mesmo outra maneira de começar a tocar neste assunto!

A ideia deste artigo é levantar a bola pra quem estiver atento correr atrás do que for preciso para não perder o próximo barco.

Segue acompanhando, que vem mais informação bacana por aqui.